segunda-feira, 21 de junho de 2010

Do Piauí, para inglês ouvir


Odorico Leal, o Dodô, postou suas músicas no MySpace e foi contratado por um produtor inglês. Mas ele estuda teoria da literatura

SURPRESA
Odorico Leal pôs suas músicas no MySpace e foi descoberto por produtores ingleses. “Nem acho que canto ou toco bem”, diz
Odorico Leal nasceu em Picos, no Piauí, há 27 anos e, sem nunca ter saído do Brasil, ganhou mercado no Reino Unido – na cidade de Bristol. Há dois anos, montou uma página despretensiosa no MySpace com algumas músicas suas. Adotou o misterioso pseudônimo “The amazing broken man”. Em um clique, foi descoberto pelo produtor musical Kyle Lynd, do popular seriado adolescente Skins (no Brasil exibido no canal VH1 como Juventude à flor da pele). Lynd ouviu, gostou e enviou um e-mail. Odorico (Dodô para os íntimos) ficou surpreso, achou que fosse trote, mas acabou respondendo. Pouco depois, assinava um contrato. Se rendeu uma grana boa? “Deu para pagar alguns meses do aluguel aqui em São Paulo”, diz.
O seriado Juventude à flor da pele, produzido desde 2007, acompanha a história de um grupo de amigos entre 16 e 18 anos: festas, namoros, problemas com drogas. O programa nasceu com o intuito de lançar artistas e bandas com potencial. A banda americana The Gossip, da polêmica vocalista Beth Ditto, ficou popular na Europa depois de ter feito parte da trilha sonora de Juventude à flor da pele.
Dodô achou tudo esquisito. Tinha colocado suas músicas lá por puro capricho. “Nem acho que canto ou toco bem”, diz. Seu projeto oficial sempre foi a banda que formou em 2005 com os amigos Gustavo Vidal e Ciro Figueiredo, chamada temporariamente de Oktober Leaves. “Eles, sim, são músicos geniais.”
A modéstia pode parecer excessiva, mas é sincera. Dodô jamais interrompeu os estudos para se dedicar ao sonho de virar astro do rock. Está em São Paulo há quase dois meses, não só para apresentações esporádicas em festas de apê ou galpões alternativos da Rua Augusta. Prepara um projeto de pesquisa para seu doutorado em teoria da literatura, que pretende apresentar no próximo semestre à Universidade de São Paulo. “Se nos próximos anos a música não der certo, darei aula de português e literatura em alguma universidade”, diz, sorridente.
Sua vocação é influenciada tanto pela literatura como pela música. A mãe, Gracinha, de 52 anos, é professora aposentada. O pai, Odorico, de 59, é músico também. Foi ouvindo os discos dos Beatles e dos Rolling Stones do pai que Dodô sonhou em seguir a mesma profissão. O som que produz tem um quê dessas bandas consagradas com algo da música eletrônica da banda alemã Kraftwerk e do rock da inglesa Radiohead. Já compôs em português, inspirado pelo ídolo Belchior. Mas se sente mais à vontade em inglês. Suas letras vão da nostalgia à esperança. “Don’t let the sun touch my mind” (não deixe o sol tocar minha mente), a melhor, fala do pedido a Deus de um pai para que o filho não se perca. “New year’son”, tema do herói do seriado, celebra o nascimento de seu primeiro sobrinho. “Ainda me permito experimentar”, diz. “Estou buscando um caminho.” Pelo menos uma porta já se abriu.

Fonte:Lívia Deodato - http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI148821-15220,00.html

6 comentários:

Bruno Matos disse...

ola..

to seguindo seu blog

segui o meu


www.baixelivro.com ;)

Filha do Sol do Equador. disse...

Eu sou da terra de Torquato Neto, um anjo torto que escreveu poesias mais que certas. Da terra que, como disse Da Costa e Silva, outro grande poeta, é um céu, se há um céu sobre a terra. Eu Sou da terra da cajuína que é feita do caju, fruta que já vem com uma castanha pregada na ponta, pra quem não sabe, essa é a terra que mais produz caju e, conseqüentemente a danada da castanha. Oxente! Eu sou de uma terra que não faltam coisas gostosas: manga, doce de caju, paçoca, baião-de-dois e maria-isabel. maria-isabel, longe de ser uma pessoa, é um prato feito com arroz e carne-de-sol. E por falar em sol, eu sou da terra que é filha do céu do equador, das grandes várzeas e chapadas. A chapada do Corisco troveja tanto que quando chove é o mesmo que ta tendo uma festa no céu. Eu sou da terra das serras: das Confusões, e da Capivara essa é tão arretada de bonita que inspirou o homem primitivo. Deve ser porque essa terra é doce, tão doce que faz muito mel. Aqui tem mel pra dar, vender e exportar. É bom dizer que exportação é o que essa terra mais tem feito. Carnaúba, Soja, Algodão. Levam a nossa terra para além mar. O mesmo mar que é destino do velho monge, nosso rio Parnaíba, que depois de se encontrar majestosamente com o Poty, vai desaguar em grande estilo formando o maior Delta das Américas. Sim, eu sou de uma terra que é maior e única em muitas coisas. Prova disso é a opala, pedra preciosa que só tem em dois lugares no mundo. Pra cá vem gente de tudo quanto é canto, só pra se curar. É porque essa terra faz bem! Basta perguntar pra quem veio morar aqui, se quer ir embora. Dizem que é a água, mas pra mim é a terra mesmo, que é tão boa que até mamona vira combustível. Esse tal de biodiesel é a maneira mais ecológica de fazer carro andar no mundo. Eu sou da terra da Cachoeira do Urubu, das Sete Cidades, da Pedra do Castelo, do Morro do Gritador, da Lagoa do Portinho. Eu sou da caatinga, dos cerrados. Eu sou litorâneo, sertanejo. Eu sou Ribeiro. Eu sou da terra, que pra geografia é Meio-Norte, mas pro coração é mundo inteiro. Piauí, terra querida. ( ABRAÇO !)

Professor Edvarton disse...

É por pessoas como está que dá orgulho ser de Picos...

LEÃO disse...

Obrigado Bruno estou seguindo o seu blog também.
Um abraço do Leão amigo.

LEÃO disse...

Obrigado, Filha do Sol do Equador pelo comentário e estou seguindo o seu blog também.
Um abraço do Leão amigo.

LEÃO disse...

Obrigado, Professor Edvarton pelo comentário e estou seguindo o seu blog também e vejo que tem belas matérias.
Um abraço do Leão amigo.